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| desconheço o autor da imagem via Google |
As problemáticas e as dificuldades, alimentam o que é natural à mente humana ou pelo menos as suas instâncias cognitivas superficiais, quando se entende que o pensar é algo que lhe é natural.
A mente tem por função, refletir, raciocinar, calcular, relativizar, analisar, sintetizar entre outras coisas. Ela, a mente, faz o que é natural em qualquer instância da natureza, que é o movimento; ela, a mente, movimenta-se pensando (resumidamente, falando). E quando esta, recebe de instâncias psicológicas mais profundas a "ordem" de "não pensar", mobiliza-se outros movimentos da própria "mente" em níveis mais profundos que se contrapõe a esta "ordem" e um desses movimentos, é se apegar as problemáticas ou dificuldades, para que a mente continue com o seu movimento natural de pensar. Vale dizer que esses movimentos mais profundos, normalmente, são inconscientes.
E isso acontece, principalmente, ao homem que não possui amplitude e/ou profundidade (consciência, autoconhecimento) sobre si mesmo e desconhece assim, seus melhores e mais elevados interesses que em todos há. É também comum, que esse movimento aconteça, ao homem que decidiu começar a olhar para si mesmo com maior atenção, portanto, resta-lhe saber disso e seguir adiante para ultrapassar essa fase que é natural diante do seu movimento de ampliar-se - as resistências para sair do comum vão surgir.
Porém, a inconsciência ou a falta de interesse sobre si mesmo, é o mais comum e o apego as dificuldades ou problemas, está diretamente ligado à esta falta de interesse sobre si mesmo; está diretamente ligado a “falta” de si mesmo, levando a dependência de algo e aqui, ressalto o vício em problemas ou dificuldades.
Quando nos percebermos desgastados em energia por estarmos apenas focados em determinados aspectos em nossas vidas (problemas, dificuldades), saibamos, isso é um sinalizador para que olhemos um pouco mais e mais fundo a nós mesmos. O que nos eleva e nos tira da tensão gerada por certas emoções, somos nós mesmos, temos recursos íntimos valiosos para isso, para tanto, faz-se necessário, voltarmo-nos para dentro, termos interesse por nós mesmos e assim, nos autoconscientizar- isso é auto-amor.
A grande dificuldade em desapegar-se dos "problemas" é que, geralmente, esse movimento do pensar, gera certo prazer, é sedutor, pois, sente-se que está fazendo algo, sendo útil, sendo produtivo ou está se ocupando de algo e não se entregando a inércia. Contudo, há que se compreender muito bem o que é inércia, pois, o interesse por si e, a consequente entrega ao que disso vier, é o contrário de comodismo, inércia ou zona de conforto; é um movimento para fora do comum, infelizmente, pois, o comum poderia ser esse voltar-se para si mesmo. Porém, estamos viciados em seguir "o que todo mundo faz", estamos viciados em nos voltar para fora e não há nada de mal nisso, desde que estejamos conscientes disso - "que estamos seguindo esse comum a todos" e melhor ainda, seria se soubéssemos porque preferimos isso do que a nós mesmos, naquele momento, pois, sempre há uma razão e a mente pode ser útil, também assim, trazendo-nos essas respostas. E mais, veremos que podemos transitar por esse "dentro e fora" livremente, sem nos perdermos de nós mesmos, sem macularmos o que é a alma(nós) como um todo que nos possibilita, enquanto ser. Não estaremos assim, desperdiçando tanto potencial humano e mais, estaremos favorecendo ao mundo, trazendo-nos em integralidade, ajudando na ampliação e consciência do todo.
Vale observar em si mesmo o que está polarizado ou tomando muito espaço, dentro, e reavaliar o que de fato isso tem a ver consigo mesmo. E eu aqui, apenas observando, sentindo e partilhando!
(Kátia de Souza)
17-11-2019
