sexta-feira, 30 de julho de 2021

A DÁDIVA (1)


🦋Talvez precisarias de mais tempo no que se refere às tuas dádivas
para saber verdadeiramente, para conter em ti mesmo tal sabedoria, 
se é que sabes ou precisa sabê-lo,
afinal, bom é aquele que nem das necessidades precisa.

Então, das necessidades, talvez a mais importante, seria saber daquilo que de ti emanas sem necessidades, 

pois, para doar com verdade, apenas doas de ti, portanto daquilo que és. 
E disso, nesse agora, consegues dizer? 

Se disso, nada sabes ainda, é por isso que precisas dizer sobre o nome, as roupas, os títulos e tudo mais que te acostumastes a dizer-te em definição contudo, és o que dizes? 

Talvez não! Talvez, apenas neles encontres teu cajado ou lanterna, 
mas, não te esqueças: vá junto aos mesmos, ciente dos mistérios dos teus próprios passos em jornada. 
E sinta-a, tua jornada, como a criança que em ti faz morada, 
sente na inocência que renasce a partir do teu próprio "percurso-lembrança"
e caberá somente a este sentir, o tão sonhado saber, nada mais. 

É o que nesse instante, cabe-nos a ti, dizer! 🦋

🌹Kátia de Souza - 02/12/2020 - reeditado___
🔎Texto protegido em seus direitos autorais
  - Lei 5.910 (direitos autorais)

 👉Versos em diálogo com o trecho abaixo de Gibran Khalil Gibran em "O Profeta" 
Imagem via Pinterest - desconheço o autor 
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🦋"Então, um homem rico disse ao profeta: “Fala-nos da dádiva!” 

E ele respondeu: 

“Vós pouco dais quando dais de vossas posses. 
É quando dais de vós próprios que realmente dais. 
Pois, o que são vossas posses senão coisas que guardais por medo de precisardes delas amanhã? 
E amanhã, que trará o amanhã ao cão ultraprudente que enterra ossos na areia movediça enquanto segue os peregrinos para a cidade santa?"🦋

🌻Gibran Khalil Gibran em "O Profeta"___