🦋Talvez precisarias de mais tempo no que se refere às tuas dádivas
para saber verdadeiramente, para conter em ti mesmo tal sabedoria,
se é que sabes ou precisa sabê-lo,
afinal, bom é aquele que nem das necessidades precisa.
Então, das necessidades, talvez a mais importante, seria saber daquilo que de ti emanas sem necessidades,
pois, para doar com verdade, apenas doas de ti, portanto daquilo que és.
E disso, nesse agora, consegues dizer?
Se disso, nada sabes ainda, é por isso que precisas dizer sobre o nome, as roupas, os títulos e tudo mais que te acostumastes a dizer-te em definição contudo, és o que dizes?
Talvez não! Talvez, apenas neles encontres teu cajado ou lanterna,
mas, não te esqueças: vá junto aos mesmos, ciente dos mistérios dos teus próprios passos em jornada.
E sinta-a, tua jornada, como a criança que em ti faz morada,
sente na inocência que renasce a partir do teu próprio "percurso-lembrança"
e caberá somente a este sentir, o tão sonhado saber, nada mais.
É o que nesse instante, cabe-nos a ti, dizer! 🦋
🌹Kátia de Souza - 02/12/2020 - reeditado___✍
🔎Texto protegido em seus direitos autorais
Ⓒ - Lei 5.910 (direitos autorais)
👉Versos em diálogo com o trecho abaixo de Gibran Khalil Gibran em "O Profeta"
Imagem via Pinterest - desconheço o autor
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🦋"Então, um homem rico disse ao profeta: “Fala-nos da dádiva!”
E ele respondeu:
“Vós pouco dais quando dais de vossas posses.
É quando dais de vós próprios que realmente dais.
Pois, o que são vossas posses senão coisas que guardais por medo de precisardes delas amanhã?
E amanhã, que trará o amanhã ao cão ultraprudente que enterra ossos na areia movediça enquanto segue os peregrinos para a cidade santa?"🦋
🌻Gibran Khalil Gibran em "O Profeta"___✍
