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| Arte de Darlene Kwiatkowski |
Todo sentido guardado adiante ou na saudade
Todos os porquês sintetizados na palavra ou no desenho da linha
Tudo o que não gera dúvida ou movimento é elevado à mesa
Deixa-se exposto o que pode ser visto
E o “não poder”, calando de dentro e estagnando o frescor
Sufoca-se entre as linhas dessa margem tão bem postas
E admiradas são lindas coerências e reações previstas
E no imprevisto o estranho, o louco ou o extirpado do rebanho
Até quando, seremos cópias?
Até o momento do nosso parto em fórceps espelhado fora
Será preciso tanto aperto, sufocando o leito para nascer?
Se vejo as flores mesmo que holográficas não são, elas, minhas?
Desenho sim, sob a luz do teu saber minha pátria, meu quarto, meu chão
E não sei onde vi ou ouvi, mas sei que de ti, nesse agora, não abro mão!
Kátia de Souza em ®O Pavão - coisa do olhar de uma pluma
