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| Imagem via site zamaye |
Hoje deixo que vá, solto, largo
das fibras que nos detém, mortalhas de cobrir delírios
que não pousou sóis e luz dos lírios
e nem piscou os cílios desse poema
e com mãos ao vento, dedos em pétalas às curvas
nas ondas dos meus cabelos
concedo-te meus olhos em desdém
que bailam o verso de asas abertas
que no ar beija a festa em brinde
junto aos anjos, meu canto, viva substância e sem
e àqueles que em branda poesia te deleitas
deito-me a palavra que mesmo vaga... te satisfaz
e de irreais venturas escolhes tua rima
então suba abaixo, caia acima, deixe-se por toda linha
por isso, eu brindo essa partida
que em chegada sorri em inteiro deleite
de se ver em plena poesia que jamais em ti, retém
dê meia volta e vem ...
... solte, largue, voe, sem pautas... quem?
Estou indo, livre voo ... por ti, amém!
Kátia de Souza
20-10-2019
