Você passar com cuidado pela vida, é algo indescritível. E não estou falando do cuidado onde o temor encontra-se por traz, esse também está ali, pois, faz parte da condição humana, e ele, é o que nos faz, muitas vezes, prestar mais atenção a determinadas experiências. E claro, se ficarmos presos ao temor, certamente, perderemos a oportunidade de “ver” a experiência. Estou falando do cuidado, de “cuidar”, olhar com carinho e atenção ou talvez, saborear cada experiência em si – ou seja, o quanto, esse viver nos proporciona movimentos internos que nos revelam. E ver a nós, a partir desses movimentos internos, é o que chamo de “cuidar” e claro, para mim, está diretamente ligado, a amar ou o amar a si mesmo.
Temos o impulso defensivo de afastar de nós, as experiências desagradáveis, aquelas que apertam o nosso peito, nos entristecem ou ainda nos enfurecem, nos deixam inseguros; queremos sempre ter certezas e seguranças em nós e por isso, afastamos essas emoções ou movimentos, íntimos que é muitas vezes refletido externamente - nos afastamos ou excluímos de nossas vidas experiências que nos proporcionam certo desconforto. Porém, sair da "zona de conforto" é algo que nos favorece e não nos prejudica, agora o que fazer com esse emoção que vem como uma ameaça ou dizendo implicitamente que a experiência é uma ameaça? Bem, cada caso é um caso e cada um trará de si o que é em potencial e nisso estão o que a Psicologia chama de mecanismos de defesa. Nós não sabemos disso e nem sempre acreditamos que os mecanismos de defesa são ao nosso favor.
Não sabemos também e, antes disso, que esses movimentos internos, é justamente a ampliação que estamos nos permitindo, acontecendo dentro de nós – se angustia, se nos proporciona uma emoção ou qualquer referência a isso, é porque algo que estava fixo, estagnado ou tido como verdade absoluta, está sendo abalado ou mexido. E isso é maravilhoso porque é como se a vida estivesse nos dizendo: “Nesse aqui, já dá para caber mais coisas, esse aqui possui espaço para alargar-se mais.”
Não sabemos também e, antes disso, que esses movimentos internos, é justamente a ampliação que estamos nos permitindo, acontecendo dentro de nós – se angustia, se nos proporciona uma emoção ou qualquer referência a isso, é porque algo que estava fixo, estagnado ou tido como verdade absoluta, está sendo abalado ou mexido. E isso é maravilhoso porque é como se a vida estivesse nos dizendo: “Nesse aqui, já dá para caber mais coisas, esse aqui possui espaço para alargar-se mais.”
Agora, me digam se alargar, expandir ou ampliar, qualquer que seja a “coisa” em nossas vidas, não requer um certo “atrito ou força”?
Se quisermos alargar uma roupa: precisamos cortar, descosturar ou qualquer coisa assim para que a ampliação aconteça, não é? Se quisermos que um móvel velho fique novo ou bonito, novamente, precisamos lixa-lo, precisamos prepara-lo para receber tinta ou verniz novo, não é mesmo? Então, por que seria diferente com nossa condição interna?
Não, não são bons os atritos e a força exercidos pela consciência se alargando ou se ampliando. Gera sim, angustias, medos, raivas, dores... é verdade, gera sim. E você, eu, nós possuímos os mecanismos de defesa psicológicos, da nossa condição humana, justamente, para medir a intensidade dessa força ou atrito, até onde conseguimos “aguentar ou suportar” isso tudo.
Esses mecanismos de defesa são forças internas que possuímos, um cuidado da nossa natureza que nos é oferecido, espontaneamente – temos a negação, a projeção, a identificação, a racionalização entre outros para nos proteger contra qualquer coisa que possa passar dos limites da nossa própria condição psicológica humana. Por isso, não há perigo algum olhar para dentro, estamos equipados (risos) com tudo isso, para nos defender. Saber disso e olhar para isso faz a diferença, por isso o conhecimento de si mesmo é tão importante.
Sabendo quando a intensidade da “angústia” está demais, podemos sim, relaxar e ir para onde quisermos, nos permitir respirar e depois, com maior força interna e energia, retomar o caminho dentro de nós para o autoconhecimento. É assim que funciona até mesmo, os tratamentos em psicoterapia; o analista te sinaliza certas coisas e quando a coisa está demais, automaticamente, o mecanismo de defesa é acionado e o analista percebe isso e com sua competência e olhar vai saber o que fazer – se “continua cutucando ou se dá um tempo para retomar de outra forma em outro momento.” O ritmo e o tom, na terapia, é você quem dá, percebe isso? E com a habilidade do analista em manejar toda essa condição, permite que você vá se reencontrando como esse ser grandioso que é.
Esses mecanismos de defesa são forças internas que possuímos, um cuidado da nossa natureza que nos é oferecido, espontaneamente – temos a negação, a projeção, a identificação, a racionalização entre outros para nos proteger contra qualquer coisa que possa passar dos limites da nossa própria condição psicológica humana. Por isso, não há perigo algum olhar para dentro, estamos equipados (risos) com tudo isso, para nos defender. Saber disso e olhar para isso faz a diferença, por isso o conhecimento de si mesmo é tão importante.
Sabendo quando a intensidade da “angústia” está demais, podemos sim, relaxar e ir para onde quisermos, nos permitir respirar e depois, com maior força interna e energia, retomar o caminho dentro de nós para o autoconhecimento. É assim que funciona até mesmo, os tratamentos em psicoterapia; o analista te sinaliza certas coisas e quando a coisa está demais, automaticamente, o mecanismo de defesa é acionado e o analista percebe isso e com sua competência e olhar vai saber o que fazer – se “continua cutucando ou se dá um tempo para retomar de outra forma em outro momento.” O ritmo e o tom, na terapia, é você quem dá, percebe isso? E com a habilidade do analista em manejar toda essa condição, permite que você vá se reencontrando como esse ser grandioso que é.
Se não sabemos disso, vivendo ou sentindo em si mesmo, não iremos jamais acreditar em quem quer que seja que isso é real e, por isso, passamos, às vezes, a vida inteira nos evitando, se esquivando de nós mesmos por não querer viver a força e o atrito que nossa natureza exerce para nos ampliar ou ainda por temermos o que poderemos encontrar dentro de nós; e podemos ainda afirmar que há em nós uma crença muito cruel, às vezes: acreditamos que aquilo que somos por dentro e escondemos de todo mundo, não pode ser amado ou ninguém irá se interessar, gostar ou amar a nós por inteiro, por isso nos escondemos. Enfim, temos uma criança dentro de nós o tempo todo querendo ser aceita ou querendo ser vista, temos um ser dentro de nós, ávido por vir a luz e se manifestar e ser quem é. Contudo, sequer sabemos disso, sequer sabemos que temos essas ferramentas em nós, que nos protege e que nossa natureza, faz isso por ser tão somente Amor.
É por isso, que posso afirmar que passar com “cuidado”, saboreando a si mesmo, é algo indescritível e começamos a ver certas experiências externas, movendo certas coisas internas em nós e o quanto isso é, o Amor ou a Vida que somos, nos mostrando que podemos ir mais longe. Mas, somente vivendo isso, é possível saber, é possível compreender. Por isso, não acredite em nada do que dizem e nem mesmo, acredite nesse texto aqui, vá, viva você, sinta você, saiba sobre você. Só gostaria de te pedir que ouça com carinho algo: “não entenda que as experiências desagradáveis são para te punir ou te ensinar nada, apenas e tão somente, é a vida te mostrando que você, é maior do que você pensa ser. Agigante-se, pois, você é infinito e ilimitado!”.
E para mim a fala de Jesus que diz sobre tudo isso que falei aqui, é muito real: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida.” E ele não estava falando dele, de seguir a ele, mas estava falando do movimento que deveríamos fazer em nós – “esse caminho para dentro: nós somos o caminho, a verdade e a vida.” O Eu Sou, aqui, diz respeito ao “Si mesmo” – o Self – esse eu mais amplo e “iluminado” em nós mesmos, integrativo e ampliador da consciência que somos. Que jamais desistamos de nós mesmos! Sintamos!
(Kátia de Souza)
13-10-2019
