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| desconheço o autor da imagem |
O abandono das coisas conhecidas é algo tão, estranhamente humano e ao mesmo tempo tão irreal que prefere-se muito, outros e mais outros conflitos, lutas sem fim do quê o absurdo silêncio do fim de tudo. Aquele silêncio insosso do nada, a serenidade apaziguada da felicidade em nada ter com quê se "pré-ocupar." E a estes muros há que se ultrapassar? Só quem sabe é quem viu além das pedras ou através das rachaduras. Eu mesma, não sei. Só sei que estou aqui e ali, sussurrando entre as paredes do quarto, toda essa humanidade ou loucuras de algumas letras que sem justificativa alguma, resolveram pousar para se verem livres de tanta confusão. É como diria Clarice Lispector: "Às vezes começa-se a brincar de pensar, e eis que inesperadamente o brinquedo é que começa a brincar conosco. Não é bom. É apenas frutífero."
(Kátia de Souza)
09-11-2019
