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| desconheço o autor da imagem |
Trajetos obscuros, são deixados ao lado
Sinto pena do que se exclui por nós
Fica no chão, abandonado
Mas, é sábio esse escuro, por nós deixado
Sabe do tempo dos ares e dos chãos
Da terra e do ar
Sabe sim, de todos os elementos a misturar
Alquímico mestre em nós
Não permite que o verde amadureça no tempo incerto
É seguro o tempo das madurezas, nele
E sem deixar passar a fruta que no chão mora
Coloca em nossas mãos toda a sua seiva
Cabe-nos, agora, o sorver ou contemplar
Fruta passada não é a mesma coisa que roupa engomada
Então, melhor sorver gota a gota
A fruta que do pé deixamos de colher, ora ora!
(Kátia de Souza)
12-11-2019
