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falo pelas coisas que me sentem
e trazem sem remorso algum, toda a minha culpa
de nascer e ver
sentindo
os pingos nos "is" de tudo isso
não caíram à toa as gotas lá do céu
e nem voaram por nada as folhas do chão
frescores não se medem
veste-se, todos eles, em cada solfejo mudo
em cada entoar silencioso
por isso, não falam as coisas de mim
estas que esperam
e caladas sabem ... sim, falarão
porque todas as coisas cabem quando sentem
e é preciso madureza, então ...
e trazem sem remorso toda a culpa
que é só nossa e demais ninguém... de[se] viver!
Kátia de Souza
08-11-2019
